Postei
ontem, 22 de maio de 2012. Segue também a resposta do departamento
de comunicação da Prefeitura de Apucarana, postada em hoje (23).
Por último, minha réplica postada cerca de uma hora depois.
Prefeitura
Municipal Apucarana manda imprimir 36 mil exemplares do Jornal do
Asfalto Casca de Ovo e 6 mil exemplares do "Finanças em Dia"
destacando as obras eleitoreiras na Região do Jardim Ponta Grossa.
Quanto custou essa propaganda camuflada? Quem distribuiu sei que foi
a equipe da RZ Organizações, grupo ligado a empresa que explora o
estacionamento regulamentado na cidade. Quem imprimiu? Grafinorte,
empresa ligada ao Jornal Tribuna do Norte, que recebe verbas
generosas do município para publicidade. A Agência? Pixel. Alvo de
investigações da CPI da Publicidade, que estacionou na Câmara de
Vereadores de Apucarana.
Resposta
da Prefeitura Municipal Apucarana
Olá
Marcos,
Prefeitura
Municipal Apucarana comentou sua atualização de status.
Apucarana
escreveu: "Prezado contribuinte Marcos Filho. A publicidade dos
atos públicos é um preceito legal da gestão pública, inclusive
uma exigência prevista em lei. Serve para prestar contas ao cidadão
do que é feito com o dinheiro oriúndo de convênios, tributos
municipais, entre outras fontes. Informativos, jornais, anúncios de
utilidade pública não são recursos usados ou inventados por esta
municipalidade, mas usados por toda e qualquer administração para o
povo, ou seja por todas as câmaras municipais, prefeituras, governos
estaduais e, por conseguinte, pelo Governo Federal. É legítimo,
legal e, reiteramos, importante para informar o cidadão. Todo
material informativo produzido por esta prefeitura é com base em
dados e realizações verídicas, noticiando de forma transparente e
direta, o resultado das políticas públicas municipais. A Prefeitura
Municipal Apucarana respeita todas as diferentes opiniões, contudo,
lamentamos sua avaliação pessoal equivocada sobre todo este
processo. Os investimentos no setor fazem parte da leis aprovadas.
Todos os contratos firmados foram feitos dentro da legalidade e do
que prescreve os critérios públicos de compras e licitações, com
todos os trâmites aprovados por quem é de direito fiscalizar."
Minha
réplica:
Olá,
equipe de comunicação da Prefeitura de Apucarana.
Primeiramente,
não me lembro de ter questionado a legalidade da publicidade dos
atos públicos. Não precisavam se dar ao trabalho de responder sobre
o que não questionei. Como profissional de imprensa sei muito bem o
que pode ou não ser publicado. Também não disse que os
informativos ou afins são impressos com recursos inventados por esta
municipalidade. Tão pouco afirmei que as realizações sejam
inverídicas. O único questionamento que fiz ficou sem resposta.
Pensei que com a entrada em vigor da Lei de Acesso a Informação
(LAI) conseguiria a resposta para minha pergunta.
Quanto
custou essa propaganda camuflada? Reservo-me ao direito de ter esta
opinião sobre o Jornal do Asfalto, que não deixa de ser um informe
publicitário. Mas, vou reformular a pergunta. Até porque escrevi
propaganda de maneira errada. Talvez seja por isso que não tive a
resposta sobre os gastos.
Quanto
custou a impressão, criação, distribuição, enfim. Qual foi o
valor gasto pelo município para a divulgação das realizações?
Seria
possível o detalhamento dos investimentos através das leis
aprovadas? Quanto o município investiu com recursos próprios na
pavimentação asfáltica, o valor oriundo dos convênios, enfim.
Também gostaria de saber quanto foi investido por cada esfera do
poder público nas obras propagadas pelo Informe Publicitário “AS
FINANÇAS ESTÃO EM DIA”. Refiro-me as obras mencionadas pelo
Informe, na Região do Jardim Ponta Grossa. Lembrando que o direito
de fiscalizar é também um direito do cidadão “comum”, de um
simples contribuinte como eu.
Entendo
o fato de vocês lamentarem minha análise pessoal. Afinal, o
trabalho é feito, bem ou mal, na minha avaliação, muito mal, para
que a população fique contente com as “realizações”.
P.S:.
Oriundo não tem acento e a concordância parte da leis aprovadas
está errada. O correto seria parte das leis. Mais uma prova da falta
de competência da atual administração. Mas, isso é apenas mais
uma análise pessoal.
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