Minha
análise sobre o debate entre os candidatos a prefeito de Apucarana,
realizado neste sábado, 25 de agosto de 2012.
Deixo
de lado a militância. Análise de eleitor e profissional de mídia.
Armando
Diadosk - PSOL 50 - Não se preparou para os temas abordados. Foi
fraco e até um pouco confuso na exposição dos seus argumentos.
Desempenhou o papel da esquerda radical, mas sem o brilho de grandes
nomes do seu partido, como Chico Alencar e Marcelo Freixo, ambos
deputados federais pelo estado do Rio de Janeiro.
Carlos
Alberto Gebrim Preto - PT 13 - Não soube 'explorar' o fato de ser o
único candidato com apoio declarado das mais importantes autoridades
do governo federal. Não mencionou o quanto seu partido já fez pelo
país, nem ao menos lembrou os inúmeros recursos já liberados para
o município de Apucarana e tão pouco elencou os possíveis
benefícios para a cidade com essa parceria, em especial na saúde,
sua área de atuação no campo profissional. Aproveitou mal o bloco
das considerações finais, considerando seu vasto currículo e o
fato de morar a duas quadras do local do debate. Digo isso pelos
boatos que são espalhados aos quatro ventos, principalmente pelos
cabos eleitorais do atual prefeito, de que o candidato mora em
Londrina. Não titubeou nas respostas. Mas, poderia ter aproveitado
bem melhor o debate.
João
Carlos de Oliveira - PMDB 15 - Foi muito bem instruído. Mas, como
seus assessores não podem falar por ele, mostrou que é realmente
fraco. Ao lembrar sempre que nasceu e cresceu em Apucarana passa ao
eleitor a imagem de um candidato sabonete, quando a cidade precisa de
um candidato sabão em pó. Explico. A propaganda de sabonete costuma
apelar para um benefício emocional ( o encanto, a sedução etc. ).
João tenta encantar e seduzir o eleitor com sua imagem de homem da
roça, de pai de família, de humilde, enfim. A propaganda de sabão
em pó é mais racional, procura demonstrar a eficiência do produto,
porque isso é o mínimo que uma dona-de-casa espera de um sabão em
pó. O momento político de Apucarana exige um candidato assim,
eficiente. O eleitor - ou pelo menos o cidadão - precisa de um
candidato preparado, competente, ou seja, eficiente. João também
deixou claro a intenção de tentar vincular seu nome a pelo menos
uma força política, já que perdeu o apoio de quem o levou à
prefeitura, em 2008, o ex-prefeito. E, também concientizou-se de que
não terá o apoio do governador do estado, mesmo tendo lutado por
isso até o último minuto do jogo político. Ao mencionar o Centro
da Juventude como uma obra conquistada no governo Requião, mesmo
sendo finalizada no governo de Beto Richa, ficou claro que o namoro
(ou paquera) com o apoio do governador acabou.
Lucimar
Nunes Scarpelini - PP 11 - Foi muito clara e firme nas suas
colocações. Não escondeu suas origens. Apresenta-se sem receio
como esposa de Carlos Roberto Scarpellini, menciona o tempo em que
seu marido esteve à frente da prefeitura e parece não se preocupar
com um possível desgaste, que possa ser provocado pela rejeição do
ex-prefeito, que existe, e como tudo em política, os adversários
tratam de aumentar. Com isso, deixou claro que tem vida própria na
política. Lembrou suas ações na área social, demonstrou conhecer
bem a cidade ao mencionar nomes de bairros com maior carência e
soube expor sua trajetória política sem ser enfadonha. Não deixou
de apontar as deficiências da atual administração e apesar de não
ter o apoio declarado, de muitas autoridades importantes nem do
governo estadual ou federal, frisou a importância destas parcerias
para o município. Também lembrou que seu partido sempre esteve
junto com o atual governador, Beto Richa. Proximidade que se dá
graças a Ricardo Barros, Secretário licenciado de Indústria e
Comércio do Estado, seu grande apoiador.
Sérgio
Luiz Bolonhezi - PSDB 45 - Ao apresentar-se foi piegas. Explora o
emocional dos seus interlocutores. A maneira como se expressa dá a
entender que foi um sofredor, como se fosse o único garoto da sua
época a engraxar sapatos, vender sorvetes, etc. Explorou bem o fato
de ser o candidato do governador. Soube apontar as falhas da atual
administração, que teve seu ponto alto ao comentar sobre uma mulher
que teria lhe apresentado um carnê de pagamento do asfalto mais
grosso do que o próprio asfalto. Apesar de parecer demagogo em
algumas expressões, foi humilde deveras em algumas oportunidades.
Foi oportunista (no sentido pejorativo da palavra) ao formular a
pergunta sobre o que o seu indagado faria com relação aos
dependentes químicos. Já que o candidato se lançou politicamente
através de um projeto desta natureza.
P.S:.
Lucimar Scarpelini venceu o debate.
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